Acupuntura, ozonioterapia e homeopatia no tratamento de subluxação tóraco-lombar de um cão: relato de um caso

RESUMO:

Na medicina veterinária é frequente o atendimento de pacientes caninos com lesões traumáticas de coluna vertebral e medula espinhal, principalmente do segmento medular tóraco-lombar. As lesões medulares são causadas tanto por agentes endógenos e exógenos. Quando as lesões tem origem exógena, são descritos quedas, e o atropelamento como as principais causas.

Um canino, fêmea, sem raça definida, de nove meses, pesando 13kg de peso, foi atendido na clinica por remissão. Ao atendimento do paciente, este se apresenta com sinais de trauma medular por atropelamento com 72h de evolução. Ao exame clínico observou-se paralisia espástica dos membros pélvicos, vesícula urinaria neurogênica hipoativa, dor e instabilidade da coluna na porção tóraco-lombar. Ao exame neurológico observou-se déficit propioceptivo dos membros pélvicos, reflexo patelar aumentado, reflexo panicular normal, sensibilidade profunda presente. No exame radiográfico, foi possível observar uma subluxação ventral no segmento medular tóraco-lombar T13-L3.

Foi realizada aplicação de 40mL de ozônio (Evoxon®)  ao redor da lesão no momento do atendimento.  O tratamento com agulha seca foi realizada durante seis semanas, completando no final um total de 15 sessões com intervalo de três dias. A cada sessão foram utilizados os acupontos B20, B21, B22, R4, VB36 e E36 com agulha seca (20 minutos) e 1mL de ozônio a cada dez dias nos mesmos acupontos.  Adicionalmente, foi instaurada uma terapia homeopática, para o que foi necessário fazer repertorização do paciente, e foram selecionados Arnica montana 30ch e Hypericum perforatum 30ch, administrados duas vezes ao dia durante 45 dias.

Ao longo do tratamento os reflexos patelar, tibial e tônus anal se mantiveram preservados.  Após duas semanas retorna controle na micção voluntaria e na terceira semana consegui-se sustentar em posição quadrupedal.  Na quarta semana acorre caminhada dismêtrica, e após a quinta e sexta semana retorna a propiocepção normal dos membros pélvicos, permitindo a livre deambulação.

A recuperação do quadro de lesão medular foi progressiva e após cinco semanas de tratamento, o animal apresenta recuperação locomotora total dos membros pélvicos.

Pedro Antonio Carvajal-Torres1; Nathalia Celeita-Rodirguez2.

1Autônomo, Clínica Veterinaria Pamplona-Colômbia.

2UNESP-Botucatu.  nceleitar@hotmail.com

Integrante dos anais do III SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE ACUPUNTURA VETERINÁRIA.
6 e 7 de maio de 2017, Casa da Arte, FMVZ/Unesp, Botucatu, SP, Brasil

Anais do III Simpósio Internacional de Acupuntura Veterinária, realizado de 5 a 7 de maio de 2017, Casa da Arte, FMVZ/Unesp, Botucatu, SP, Brasil. Realização: Instituto Bioethicus – http://bioethicus.com

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